terça-feira, dezembro 18, 2012

O FIM DO MUNDO -


O fim do mundo

O fim do mundo para Marquinhos era todo dia, todo dia que ele chegava em casa e brigava com a pessoa que ele mais gostava. O mundo caia sobre sua cabeça, era o fim mesmo, que o 21/12/2012 fosse à vera, não aguentava, tampouco entendia o porquê de tal situação.
Muitas vezes o silêncio era o seu refúgio mais próximo e mais aceitável, contudo nem sempre o mais seguro, dentro do seu refúgio era descoberto e tudo vinha à tona; brigas e mais brigas, palavras duras. Claro que aquilo para ambos era o momento, não passaria daquilo, como nunca passou, mesmo nas discussões mais pesadas jamais ficaram sem se falar.
Confuso, as vezes Marquinhos pensava que a pessoa que ele mais gostava precisava daquele momento de conflito, não que pudesse servir de alento para sua dor, mas talvez seria a forma dela dizer que se preocupava com ele, que a rispidez no trato, fosse essa falta de amor na criação, a falta de carinho, de compreensão, mas para ele era um martírio impossível de aguentar.
Qualquer motivo era motivo para uma briga, uma panela no fogo, o som tocando, a tv ligada, a escola, o trabalho, os livros, a namorada, os vizinhos etc. Não era normal uma vivência dessas, pensava seriamente em sair de casa, alugar uma casa na vila, um barraco na favela que fosse. Ao mesmo tempo pensava que não poderia deixar a pessoa que ela mais gostava assim dessa forma, sentia que seria um golpe pesado para ela.
Um dos seus maiores dilemas era não entender o porquê da situação, as brigas na verdade era o de menos. Na sua mente era clara a ideia de que tudo tem jeito, só não há jeito pra morte, o que incomodava era não saber a verdadeira razão para toda a situação, pois sua conduta sempre esteve dentro da normalidade, nada de drogas, nada de envolvimento com crime, só de vez em quando tomava uns tragos, mas nada além de disso.
Sempre correu pelo certo, trabalhador sempre chegava junto nas despesas e nas contas, procurava não deixar faltar nada em casa. Pensava nas energias negativas que as brigas certamente atraem, e como consequência a tristeza e no fim das contas depressão, que abre caminho para diversas outras situações desagradáveis. Pelo menos nessa última situação não havia acontecido para ele.
Sair de casa, não seria a coisa mais certa a fazer no momento, por outro lado saberia que não iria acabar tão cedo as discussões e também não conseguia mais lidar com a situação, sua tristeza aparente era escondida; muitas vezes camufladas, com sorrisos dolorosos, muitas vezes com silêncio, ele sabia que o silencio era cruel, que não era digno se fazer isso, mas não havia outra solução.
Com muita paciência Marquinhos conseguia contornar, não raro as ocasiões que ele mesmo se via com os olhos marejados devido a todos os ocorridos. Consequentemente ele pensava na pessoa que ele mais gostava, que possivelmente sofria também, quiçá muito mais do que ele. Quantas angustias não estariam disfarçadas naquelas palavras duras e sem sentido, quantas tristezas armazenadas que buscavam uma saída, alento, paz? Quantas e quantas?
E era mês de dezembro, natal, réveillon e tudo mais, compras de presentes, confraternizações, falsa amizade e muita hipocrisia. Clima “natalino” no ar, época que trazia mais tristeza ainda, pessoas supostamente felizes fazendo compras e mais compras, shoppings centers lotados e Marquinhos, nunca ganhou presente tampouco deu, a vida era assim, seca, sem santa ceia, churrasco, cerveja, espumante, sem nada. Vivia desse jeito, “sem feliz aniversário, páscoa ou natal”. Isso era o seu fim de mundo, as profecias maias eram só profecias, seu mundo era gelado, coração e mente frios, angústia pura.
Mundo que se terminasse para Marquinhos seria alivio, acabaria com sua dor e a com a dor que ele proporcionava, a sua dúvida meio que falava por si só, não brigava por raiva, por ódio, sentimentos que não existiam, brigavam pelo fato de serem humanos diferentes, com problemas extremos, neuroses e psicoses, problemas diversos.  Pouca compreensão. Pra quê compreensão? No outro dia estariam se falando na boa, como se nada tivesse acontecido. Poderia ser melhor a convivência, ser normal como de muitos por ai, as risadas eram escassas, sentia de um pouco mais de alegria, queria conhecer mais a pessoa que ele mais gostava. Ouvir histórias de tempos remotos, compartilhar momentos felizes, pedir conselhos de como tratar com a namorada, apresenta-la, se reunir ao redor da mesa no almoço de domingo.
Marquinhos sentia falta de coisas que nunca teve, sentia saudade de um amor que não vingou; ele era crente que tal amor existia, mas era uma flor que não desabrochava. Um jardim inabitado. Sabia que o amor existia escondido dos raios solares, escondido nas trevas dos corações gelados, sabia que o amor existia por meio dos cuidados, da preocupação, meio sem jeito, talvez ambos não soubessem como expressar os sentimentos, sofria muito pela rispidez das palavras e das ações, pelo fato da pessoa que ele mais gostava ser sua mãe, sua genitora, que lhe havia dado vida, essa era sua dor, seu fim do mundo diário.

Fanti Manumilde
D'grand'stilo

terça-feira, dezembro 04, 2012

MÃES DE MAIO, MÃES DO CÁRCERE – A PERIFERIA GRITA (Nós por Nós, São Paulo, 2012)MÃES DE MAIO, MÃES DO CÁRCERE – A PERIFERIA GRITA (Nós por Nós, São Paulo, 2012)



MÃES DE MAIO, MÃES DO CÁRCERE – A PERIFERIA GRITA (Nós por Nós, São Paulo, 2012)

Coletiva de Imprensa + LANÇAMENTO nesta Quarta-Feira (05/12), a partir das 15:30hs no Sindicato dos Jornalistas (Rua Rêgo Freitas, 530 - Sobreloja)
Mais informações: 13-8124-9643 (Débora Maria) ou 11-98708-7962 (Danilo Dara)
Coletiva de Imprensa nesta Quarta-Feira (05/12) a partir das 15:30hs no Sindicato dos Jornalistas (Rua Rêgo Freitas, 530 - Sobreloja)
Seguiremos, no mesmo dia, a partir das 18:00hs, ali do lado para o SESC Consolação – Teatro Anchieta (Rua Dr. Vila Nova, 245 – Consolação, São Paulo), junto ao lançamento do Relatório Anual de DH da Rede Social de Direitos Humanos.
Ao longo das próximas semanas ocorrerão diversas outras atividades de lançamento/apresentação do livro (CONFIRAM ABAIXO).

SOBRE O LIVRO:
Licença pra chegar. Escrevemos a tod@s interessad@s que nosso movimento Mães de Maio, uma rede de mães, familiares e amig@s de vítimas da violência estatal aqui no estado de São Paulo, lançaremos a partir desta quarta-feira (05/12), às 15:30hs, o nosso segundo livro: “Mães de Maio, Mães do Cárcere – A Periferia Grita”.
Desta vez com prefácio do guerrêro Dexter - Oitavo Anjo, com Ilustrações do grafiteiro-parcêro Beto / Gente Muda, e com toda a Arte de Silvana Martins, a exemplo de nosso primeiro livro, “Mães de Maio – do Luto à Luta” (Nós por Nós, São Paulo, 2011), este também contará com 3 seções temáticas de textos autorais:
A primeira parte, “Grito Familiar”, reúne o relato direto de mais de 20 familiares e amigos de vítimas diretas da violência de agentes do estado desde os Crimes de Maio de 2006. Além de Mães de vítimas dos Crimes de Maio, como Débora Maria, Vera Lúcia e Maria Sônia, há relatos de familiares de presos e presas, além de testemunhos diretos de mães de vítimas da Febem, como Solange Prudes, e também do Massacre do Carandiru, reunidos pela jornalista Juliana Pereira.
A segunda parte autoral do livro, “Grito Poético”, reúne letras, contos e poesias de cerca de 40 importantes poetas-parceiros e referências inspiradoras de nosso movimento. Guerrêros e Guerrêras como a poeta Cidinha da Silva ou o poeta Sérgio Vaz (Cooperifa), o rapper Eduardo (Facção Central) ou a cordelista Salete Maria (Bahia), o grupo de rap Racionais MCs (SP) ou o grupo Autoras do Fato (Goiânia), o rapper Kaskão (Trilha $onora do Gueto), o poeta Armando Santos (Mães de Maio), os sambistas do Cordão da Mentira (Everaldo, Selito e Thiago) ou a ex-presa política Rose Nogueira, colocando em versos sua visão sobre nós. Enfim, são tantos parceiros que, por falta de grana e de tempo pra correr atrás, tivemos inclusive que fazer o triste trabalho de deixar alguns importantíssimos parceiros e parceiras de fora... Além disso, o livro ainda presta uma devida homenagem póstuma à rapper Dina Di (Visão de Rua), por acreditarmos que sua trajetória tem tudo a ver com a temática do livro, e a nossa caminhada cotidiana.
Na terceira seção da obra, “Grito dos Parceiros”, reunimos textos de outros coletivos e/ou parceiros que somam com a nossa luta cotidianamente, nos quatro cantos do Brasil. Então há textos da Rede Contra Violência (RJ), do guerrêro Hamilton Borges Walê (Quilombo Xis – Bahia), da Pastoral Carcerária Nacional, do escritor Alípio Freire, dos jornalistas André Caramante e Tatiana Merlino. Além disso ainda tratamos, ao longo de toda a obra, de outros tristes massacres ocorridos ao longo deste ano de 2012: do Pinheirinho (tratado em poesia por Paulo Barja) à favela do Moinho (que homenageamos na apresentação e numa poesia de Hélber Ladislau), do massacre Guarani-Kayowá (por Spensy Pimentel e Joana Moncau), até uma referência ao desastre contínuo na região da Palestina (em texto de Sâmia Gabriela Teixeira). Sempre estabelecendo o contexto periférico atual de São Paulo, “nossa Faixa de Gaza”.
Finalmente, há a seção “Luta das Mães de Maio”, que reúne 7 documentos históricos importantes dos últimos meses de luta intensa de nosso movimento. São textos para ficarem registrados na história, num livro que tem o mesmo intuito.
Acreditamos que, malgrado todo o cenário adverso pra gente finalizar este livro – em plena intensificação do massacre contra a população pobre, preta e periférica em todo estado de São Paulo, conseguimos fechar um importante Grito Literário e Histórico, buscando deixar registradas nossas Verdades e contribuir para a luta incansável por Justiça e Paz em São Paulo e em todas as quebradas do Brasil e do Mundo.
As trabalhadoras e os trabalhadores merecem Justiça e Paz, e é para esta transformação social coletiva que nosso livro busca humildemente contribuir.
Mais informações: 13-8124-9643 (Débora Maria) ou 11-98708-7962 (Danilo Dara)

MÃES DE MAIO, MÃES DO CÁRCERE – A PERIFERIA GRITA (Nós por Nós, São Paulo, 2012)

LANÇAMENTOS JÁ CONFIRMADOS:
-- Quarta-Feira (05/12) - COLETIVA DE IMPRENSA - A partir das 15:30hs no Sindicato dos Jornalistas (Rua Rêgo Freitas, 530 - Sobreloja)
com a presença especial de Mães da Palestina junto às Mães de Maio
-- Quarta-feira (05/12) - A partir das 18hs, Lançamento junto ao Relatório Anual de DH da Rede Social 2012
Horário: 18h. às 21:45h.
Local: SESC Consolação – Teatro Anchieta
Endereço: Rua Dr. Vila Nova, 245 – Consolação, São Paulo
Programação:
- Exposição de fotos de comunidades Indígenas Guarani Kaiowá no Mato Grosso do Sul, organizada pela Associação Juízes para a Democracia
- Exposição virtual de fotos de João Ripper
- Concerto musical com Ivan Vilela
- Apresentação do Relatório Direitos Humanos do Brasil 2012
- Homenagens:
Luta pela Verdade, Memória e Justiça: Angela Mendes de Almeida e Regina Merlino 
Lançamento do livro e Homenagem às Mães de Maio: Débora Maria da Silva
– Confraternização com coquetel 
Contamos com sua presença!
-- Sexta-feira (07/12) - A Escola do Parlamento da Câmara Municipal promoverá no dia 7 de dezembro, a partir das 19h, o "Encontro Consciência Negra", que contará com um debate sobre a violência contra a juventude negra na cidade de São Paulo.
Farão parte da mesa de discussões integrantes da Secretaria Nacional da Juventude, Movimento Mães de Maio, Grupo de Trabalho da Campanha contra o Genocídio da Juventude Negra, Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal e Fórum Hip Hop de São Paulo.
A programação do encontro ainda contará com uma manifestação cultural do Fórum Hip Hop.
SERVIÇO
Encontro Consciência Negra
Data: 7 de dezembro
Horário: 19h
Local: Auditório Prestes Maia da Câmara Municipal (Viaduto Jacareí, 100, 1º andar)
-- Segunda-feira (10/12) - A partir das 18horas, na Assembléia Legislativa de São Paulo (ALESP) - antes da entrega do XVI Prêmio Santos Dias 2012
Entrega do XVI Prêmio Santo Dias de DH - 10 de dezembro, às 20 horas, no Plenário Juscelino Kubitschek, na Assembléia Legislativa de São Paulo, a Sessão Solene para a entrega do XVI Prêmio Santo Dias.

terça-feira, novembro 27, 2012

D'GRAND'STILO EM ESTEIO - RIO GRANDE DO SUL - 2° SEMANA DE HIP HOP DE ESTEIO


SALVE GERAL, VAI AI ALGUMAS FOTOS DO ROLÊ QUE O D'GRAND'STILO FEZ NO RIO GRANDE DO SUL, NA CIDADE DE ESTEIO DIAS 24/11 E 25/11/2012. 2° SEMANA DE HIP HOP DE ESTEIO













Fotos: Gabriela Fraga e Dplay Código C 

quarta-feira, novembro 21, 2012


A crônica do sorriso amarelo

É bem por ai, infelizmente a crônica policial – político – bandida está se sobrepondo à poesia nos últimos tempos. São tempos intragáveis, difíceis de se narrar, difíceis de engolir, difíceis de se viver.
Duros tempos de intolerância e violência. De desgoverno total e de inércia popular. Não é nada razoável ter os políticos que temos e ainda lotarmos os estádios para ver jogos com o placar de 0x0, ou então lotar ruas e avenidas para ficar pulando ao som de micaretas.
Talvez seja por isso que Juscelino Kubitschek teve a brilhante ideia de levar a capital ao interior do país, levantar longe das maiores concentrações populares – enquanto ocorria o êxodo rural a capital andava na contramão rumo ao interior – erguendo por lá os 3 poderes que nos dias de hoje nos governam de camarote.
Para fazer qualquer reinvindicação perante os governantes temos que viajar milhares de quilômetros e passar os maiores dos perrengues, como nós já passamos.
Para completar a semana, o Cachoeira foi solto depois de nove meses de prisão devidos suas contravenções e crimes de diversas espécies, como sempre mais um gravata está escorrendo entre s dedos da justiça e eu quero ver se ele voltará para a Papuda. É ruim, viu! Agora ele está em sua mansão, beijando na boca e degustando as guloseimas de sua “cesta de café da manhã” rindo a toa da justiça brasileira.
O mensalão por sua vez está pior que novela da globo; interminável. Só falta no final todo mundo se casar, viajar para o exterior e viver feliz para sempre. Feliz parace que já estão vivendo só falta viajarem para a Europa, Abu-dab, ou sei lá aonde. Vale lembrar que o mensalão “tucaneiro” sequer foi lembrado pelo STF.
A guerra a la paulistana derrubou metaforicamente o secretário de segurando do estado, uma pena. Oficialmente são quase 400 pessoas assassinadas na capital Grande São Paulo, porque se for ver nas entrelinhas das quebradas sinistras da periferia é muito mais do que isso e não ver quem não quer, que quem está matando civis nada mais do que grupos de extermínio.
Para os Tucanos está tudo sobre controle, tudo dentro do esperado, pois os números não mentem. Claro que está tudo em ordem mesmo, até porque este é o plano, governo por meio do medo, da insegurança, da mão de ferro, do militarismo. Está tudo sob controle mesmo, aquele sorriso amarelo de praxe, aquelas respostas vazias, eles tem escolta, segurança e carros blindados, nós temos a vida e mais nada... ainda temos a vida e mais nada!

@FANTIMANUMILDE

segunda-feira, novembro 19, 2012

DIÁLOGO ENTRE MORPHEUS E NEO


Num dos diálogos do filme Matrix, Morpheus questiona a Neo: "Você já teve um sonho, Neo, em que você estava tão certo de que era real? E se você fosse incapaz de acordar desse sonho? Como saberia a diferença entre o mundo do sonho e o real?"


Em outro diálogo entre Morpheus e Neo, este procura a verdade:
Neo: "O que é Matrix?"
Morpheus: "Você quer saber o que é Matrix? Matrix está em toda parte [...] é o mundo que acredita ser real para que não perceba a verdade."
Neo: "Que verdade?"
Morpheus: "Que você é um escravo, Neo. Como todo mundo, você nasceu em cativeiro. Nasceu em uma prisão que não pode ver, cheirar ou tocar: Uma prisão para a sua mente."

No conceito de ideologia, podemos afirmar que vivemos numa matrix?
Será que vivemos numa ilusão?
Que tudo é uma faz-de-conta?
E que essa ilusão nos aparece como real?
Além disso, será que existe alguém que controla a matrix e tem em mãos a programação de nossas vidas?
Quando nascemos recebemos idéias já preconcebidas, pelos nossos pais, pela escola, pelas instituições religiosas etc.
É quase impossível contestar certas idéias ou conjunto de idéias.
Muitas vezes em nossa vida achamos que os pobres são burros e ignorantes. Que as mulheres são inferiores. Que os negros são porcos e sujos e vieram de um continente atrasado chamado África. (Na verdade Atlantida, Lemúria, e o Antigo Egito era formado por negros com uma inteligencia que até hoje não sabemos como). E que os jovens que estão cursando o Ensino Médio certamente vão conseguir um emprego fazendo um excelente curso técnico.
Ao final, se não encontrarmos ninguém que conteste essas idéias, estaremos crentes de que todas essas afirmações são verdades absolutas.

Nós também temos nossa matrix, ela está aqui, como diz Morpheus, "está em toda parte, é o mundo que acredita ser real para que não perceba a verdade". Idéias e ideologia que nos fazem pensar que o mundo "é assim" e "sempre será assim".
Ou seja, se existem desempregados é porque "esses não são capazes", se existe violência é porque certos "indivíduos são malvados", se existem políticos corruptos, "todos são corruptos", o mundo é feito de indivíduos de "sucesso" que devem dominar "os fracassados"...
Enfim, não existe alternativa e é melhor se adaptar ao mundo do que tentar modificá-lo.

O que existe em nossa realidade são idéias ou ideologias que servem de justificação dos interesses de determinados grupos ou classes sociais.
Mas o que significa isso?
Por exemplo, certamente os que disseminam a idéia de que o mundo sempre foi assim e sempre será se beneficiam da exploração e de sua condição de superioridade (banqueiros, donos de terras, etc).
Não interessa a eles mudar o mundo e fazer com que todos estejam bem.
Suas idéias passam a ser de todos.
Outro exemplo: dizer que os negros e as mulheres são inferiores, certamente beneficia, respectivamente, indivíduos brancos e homens a terem vantagens materiais e espirituais sobre os primeiros.

Essas idéias, se não forem contestadas, como na cidade de Zion (Sião ou Sionismo), do filme, certamente darão com que negros e mulheres se sintam inferiores, assumindo também atitudes racistas e machistas.
Que a juventude perceba que não podemos nos submeter a uma matrix ou ideologia, sem termos consciência do que realmente somos e onde estamos inseridos na sociedade.
Faz-se necessário desvendar a câmara oculta, a matrix, refletir criticamente sobre nossos pensamentos e idéias.
Ou seja, pensar que nem tudo é óbvio, nem tudo pode ser normal, mas que a busca de uma sociedade mais justa e democrática requer um exercício sociológico e político para não sermos manipulados, dominados e não nos submetermos às vontades dos outros involuntariamente.

Existem idéias que devem ser contestadas e destruídas, para que não tenhamos que viver numa profunda barbárie humana por causa delas.
Neste aspecto, nos colocamos ao lado de Morpheus, que sempre acreditou na libertação da humanidade diante da Matrix e jamais supôs alguma possibilidade de conciliação com quem dominava os homens.

Adaptação: Sociologia para jovens do século XXI / Luiz Fernando de Oliveira





FONTE: http://www.facebook.com/antinwo1






terça-feira, novembro 13, 2012

SP Gabarito Oficial da Prova de 11/11/2012 para o Processo Seletivo Simplificado para Docentes



SP Gabarito Oficial da Prova de 11/11/2012 para o Processo Seletivo Simplificado para Docentes  13/11/2012


DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS
COORDENADORIA DE GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS
PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO PARA DOCENTES

O Coordenador da Coordenadoria de Gestão de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação, nos termos do Decreto nº 54.682, de 13 de agosto de 2009, da Resolução SE 68, de 01 de outubro de 2009 e da Resolução SE 91 de 08 de dezembro de 2009, torna público o GABARITO OFICIAL DA PROVA, realizada no dia 11/11/2012.

Os candidatos poderão recorrer das questões e do gabarito da prova no prazo de 2 (dois dias), contados a partir desta publicação. O recurso deverá ser remetido para o endereço eletrônico da Fundação VUNESP www.vunesp.com.br

001. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA I

1 – C - 2 – A - 3 – E - 4 – A - 5 – B - 6 – D - 7 – B - 8 – C - 9 – A - 10 – B
11 – D - 12 – C - 13 – B - 14 – E - 15 – E - 16 – E - 17 – D - 18 – D - 19 – C - 20 – A
21 – D - 22 – E - 23 – A - 24 – B - 25 – D - 26 – D - 27 – B - 28 – C - 29 – C - 30 – B
31 – E - 32 – C - 33 – A - 34 – E - 35 – D - 36 – E - 37 – A - 38 – C - 39 – C - 40 – E
41 – D - 42 – B - 43 – D - 44 – B - 45 – C - 46 – A - 47 – B - 48 – E - 49 – D - 50 – C
51 – E - 52 – B - 53 – D - 54 – A - 55 – C - 56 – D - 57 – A - 58 – A - 59 – B - 60 – C
 

002. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – ALEMÃO
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – D - 22 – E - 23 – E - 24 – B - 25 – E - 26 – D - 27 – A - 28 – B - 29 – A - 30 – B
31 – C - 32 – A - 33 – E - 34 – D - 35 – B - 36 – D - 37 – A - 38 – B - 39 – D - 40 – A
41 – A - 42 – C - 43 – B - 44 – A - 45 – C - 46 – D - 47 – E - 48 – A - 49 – E - 50 – C
51 – D - 52 – C - 53 – C - 54 – E - 55 – E - 56 – A - 57 – B - 58 – D - 59 – A - 60 – C
61 – B - 62 – D - 63 – C - 64 – A - 65 – E - 66 – A - 67 – C - 68 – B - 69 – E - 70 – D
71 – C - 72 – E - 73 – E - 74 – E - 75 – D - 76 – A - 77 – C - 78 – D - 79 – B - 80 – A
 

003. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – ARTE
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – C - 22 – E - 23 – B - 24 – B - 25 – A - 26 – D - 27 – A - 28 – E - 29 – C - 30 – E
31 – D - 32 – A - 33 – B - 34 – D - 35 – D - 36 – E - 37 – C - 38 – B - 39 – A - 40 – C
41 – B - 42 – A - 43 – B - 44 – E - 45 – D - 46 – E - 47 – B - 48 – A - 49 – C - 50 – D
51 – D - 52 – C - 53 – D - 54 – E - 55 – A - 56 – E - 57 – B - 58 – E - 59 – A - 60 – C
61 – A - 62 – A - 63 – B - 64 – C - 65 – C - 66 – B - 67 – D - 68 – D - 69 – A - 70 – E
71 – C - 72 – B - 73 – C - 74 – B - 75 – A - 76 – E - 77 – D - 78 – D - 79 – E - 80 – E
 

004. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – BIOLOGIA
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – B - 22 – C - 23 – E - 24 – D - 25 – A - 26 – C - 27 – C - 28 – D - 29 – A - 30 – B
31 – A - 32 – D - 33 – D - 34 – A - 35 – E - 36 – D - 37 – E - 38 – B - 39 – E - 40 – A
41 – C - 42 – B - 43 – D - 44 – A - 45 – E - 46 – D - 47 – C - 48 – B - 49 – B - 50 – D
51 – B - 52 – D - 53 – B - 54 – C - 55 – E - 56 – C - 57 – D - 58 – B - 59 – E - 60 – B
61 – E - 62 – B - 63 – C - 64 – E - 65 – A - 66 – D - 67 – E - 68 – C - 69 – B - 70 – A
71 – C - 72 – D - 73 – A - 74 – A - 75 – B - 76 – C - 77 – B - 78 – D - 79 – C - 80 – E
 

005. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – CIÊNCIAS FÍSICAS E BIOLÓGICAS
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – E - 22 – D - 23 – B - 24 – A - 25 – D - 26 – C - 27 – E - 28 – C - 29 – E - 30 – D
31 – E - 32 – D - 33 – E - 34 – B - 35 – E - 36 – A - 37 – B - 38 – D - 39 – C - 40 – D
41 – B - 42 – C - 43 – E - 44 – D - 45 – C - 46 – A - 47 – A - 48 – A - 49 – D - 50 – B
51 – B - 52 – B - 53 – C - 54 – B - 55 – A - 56 – A - 57 – A - 58 – C - 59 – D - 60 – E
61 – D - 62 – A - 63 – B - 64 – A - 65 – C - 66 – C - 67 – C - 68 – B - 69 – C - 70 – E
71 – C - 72 – A - 73 – A - 74 – B - 75 – A - 76 – C - 77 – E - 78 – C - 79 – D - 80 – E
 

006. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – EDUCAÇÃO ESPECIAL (DEFICIÊNCIA AUDITIVA)
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – D - 22 – C - 23 – B - 24 – A - 25 – D - 26 – E - 27 – B - 28 – A - 29 – D - 30 – C
31 – B - 32 – E - 33 – A - 34 – C - 35 – E - 36 – D - 37 – A - 38 – E - 39 – B - 40 – C
41 – C - 42 – A - 43 – D - 44 – B - 45 – C - 46 – B - 47 – A - 48 – B - 49 – E - 50 – D
51 – B - 52 – D - 53 – C - 54 – A - 55 – E - 56 – E - 57 – A - 58 – D - 59 – A - 60 – E
61 – A - 62 – C - 63 – A - 64 – D - 65 – B - 66 – D - 67 – A - 68 – D - 69 – C - 70 – E
71 – B - 72 – C - 73 – A - 74 – C - 75 – C - 76 – B - 77 – B - 78 – E - 79 – B - 80 – A
 

007. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – EDUCAÇÃO ESPECIAL (DEFICIÊNCIA FÍSICA)
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – D - 22 – C - 23 – B - 24 – A - 25 – D - 26 – E - 27 – B - 28 – A - 29 – D - 30 – C
31 – B - 32 – E - 33 – A - 34 – C - 35 – E - 36 – D - 37 – A - 38 – E - 39 – B - 40 – C
41 – C - 42 – A - 43 – D - 44 – B - 45 – C - 46 – B - 47 – A - 48 – B - 49 – E - 50 – D
51 – B - 52 – D - 53 – C - 54 – A - 55 – E - 56 – E - 57 – A - 58 – D - 59 – A - 60 – E
61 – B - 62 – A - 63 – C - 64 – D - 65 – B - 66 – E - 67 – C - 68 – E - 69 – D - 70 – C
71 – A - 72 – C - 73 – B - 74 – A - 75 – B - 76 – A - 77 – E - 78 – C - 79 – B - 80 – A
 

008. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – EDUCAÇÃO ESPECIAL (DEFICIÊNCIA INTELECTUAL)
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – D - 22 – C - 23 – B - 24 – A - 25 – D - 26 – E - 27 – B - 28 – A - 29 – D - 30 – C
31 – B - 32 – E - 33 – A - 34 – C - 35 – E - 36 – D - 37 – A - 38 – E - 39 – B - 40 – C
41 – C - 42 – A - 43 – D - 44 – B - 45 – C - 46 – B - 47 – A - 48 – B - 49 – E - 50 – D
51 – B - 52 – D - 53 – C - 54 – A - 55 – E - 56 – E - 57 – A - 58 – D - 59 – A - 60 – E
61 – E - 62 – A - 63 – A - 64 – D - 65 – E - 66 – B - 67 – C - 68 – E - 69 – C - 70 – B
71 – C - 72 – D - 73 – C - 74 – A - 75 – E - 76 – C - 77 – E - 78 – B - 79 – B - 80 – C
 

009. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – EDUCAÇÃO ESPECIAL (DEFICIÊNCIA VISUAL)
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – D - 22 – C - 23 – B - 24 – A - 25 – D - 26 – E - 27 – B - 28 – A - 29 – D - 30 – C
31 – B - 32 – E - 33 – A - 34 – C - 35 – E - 36 – D - 37 – A - 38 – E - 39 – B - 40 – C
41 – C - 42 – A - 43 – D - 44 – B - 45 – C - 46 – B - 47 – A - 48 – B - 49 – E - 50 – D
51 – B - 52 – D - 53 – C - 54 – A - 55 – E - 56 – E - 57 – A - 58 – D - 59 – A - 60 – E
61 – D - 62 – B - 63 – A - 64 – B - 65 – A - 66 – E - 67 – D - 68 – C - 69 – E - 70 – C
71 – E - 72 – A - 73 – B - 74 – C - 75 – E - 76 – E - 77 – A - 78 – C - 79 – B - 80 – D
 

010. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – EDUCAÇÃO FÍSICA
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – C - 22 – E - 23 – E - 24 – A - 25 – B - 26 – C - 27 – D - 28 – A - 29 – C - 30 – E
31 – B - 32 – E - 33 – A - 34 – B - 35 – D - 36 – B - 37 – C - 38 – D - 39 – A - 40 – D
41 – C - 42 – B - 43 – E - 44 – A - 45 – C - 46 – A - 47 – B - 48 – C - 49 – B - 50 – B
51 – D - 52 – E - 53 – D - 54 – E - 55 – D - 56 – A - 57 – D - 58 – A - 59 – B - 60 – B
61 – D - 62 – A - 63 – D - 64 – A - 65 – E - 66 – B - 67 – E - 68 – B - 69 – B - 70 – D
71 – E - 72 – C - 73 – C - 74 – E - 75 – C - 76 – E - 77 – B - 78 – A - 79 – C - 80 – D
 

011. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – ESPANHOL
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – D - 22 – A - 23 – B - 24 – A - 25 – E - 26 – C - 27 – D - 28 – D - 29 – E - 30 – D
31 – A - 32 – B - 33 – C - 34 – A - 35 – E - 36 – A - 37 – B - 38 – C - 39 – A - 40 – C
41 – C - 42 – D - 43 – A - 44 – B - 45 – E - 46 – E - 47 – B - 48 – C - 49 – E - 50 – D
51 – A - 52 – B - 53 – D - 54 – A - 55 – B - 56 – E - 57 – D - 58 – D - 59 – C - 60 – A
61 – E - 62 – B - 63 – C - 64 – B - 65 – C - 66 – C - 67 – B - 68 – C - 69 – A - 70 – A
71 – D - 72 – B - 73 – C - 74 – E - 75 – E - 76 – A - 77 – B - 78 – E - 79 – B - 80 – E
 

012. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – FILOSOFIA
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – C - 22 – B - 23 – A - 24 – D - 25 – A - 26 – E - 27 – B - 28 – B - 29 – C - 30 – E
31 – B - 32 – E - 33 – E - 34 – A - 35 – C - 36 – D - 37 – D - 38 – E - 39 – A - 40 – B
41 – C - 42 – D - 43 – D - 44 – E - 45 – B - 46 – B - 47 – A - 48 – C - 49 – D - 50 – B
51 – E - 52 – C - 53 – B - 54 – D - 55 – A - 56 – E - 57 – A - 58 – D - 59 – E - 60 – C
61 – B - 62 – A - 63 – B - 64 – A - 65 – E - 66 – C - 67 – C - 68 – D - 69 – B - 70 – A
71 – E - 72 – A - 73 – B - 74 – E - 75 – A - 76 – C - 77 – D - 78 – D - 79 – A - 80 – C
 

013. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – FÍSICA
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – A - 22 – C - 23 – E - 24 – C - 25 – D - 26 – D - 27 – E - 28 – E - 29 – D - 30 – A
31 – C - 32 – A - 33 – D - 34 – E - 35 – D - 36 – B - 37 – A - 38 – B - 39 – B - 40 – C
41 – D - 42 – E - 43 – B - 44 – C - 45 – E - 46 – A - 47 – C - 48 – E - 49 – C - 50 – E
51 – A - 52 – C - 53 – D - 54 – B - 55 – B - 56 – A - 57 – B - 58 – B - 59 – E - 60 – C
61 – C - 62 – E - 63 – C - 64 – A - 65 – C - 66 – C - 67 – E - 68 – D - 69 – A - 70 – E
71 – A - 72 – E - 73 – A - 74 – D - 75 – C - 76 – E - 77 – B - 78 – B - 79 – D - 80 – C
 

014. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – FRANCÊS
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – A - 22 – D - 23 – E - 24 – C - 25 – B - 26 – C - 27 – E - 28 – A - 29 – D - 30 – B
31 – C - 32 – B - 33 – C - 34 – B - 35 – E - 36 – D - 37 – A - 38 – E - 39 – A - 40 – D
41 – B - 42 – C - 43 – E - 44 – D - 45 – D - 46 – E - 47 – A - 48 – C - 49 – B - 50 – A
51 – C - 52 – A - 53 – B - 54 – C - 55 – E - 56 – D - 57 – B - 58 – D - 59 – C - 60 – E
61 – C - 62 – E - 63 – D - 64 – B - 65 – E - 66 – D - 67 – C - 68 – E - 69 – C - 70 – A
71 – A - 72 – B - 73 – A - 74 – C - 75 – B - 76 – D - 77 – B - 78 – C - 79 – E - 80 – A
 

015. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – GEOGRAFIA
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – A - 22 – B - 23 – D - 24 – A - 25 – C - 26 – E - 27 – A - 28 – B - 29 – E - 30 – C
31 – E - 32 – C - 33 – B - 34 – A - 35 – C - 36 – D - 37 – E - 38 – B - 39 – A - 40 – C
41 – D - 42 – E - 43 – B - 44 – B - 45 – B - 46 – E - 47 – D - 48 – A - 49 – D - 50 – C
51 – D - 52 – A - 53 – D - 54 – C - 55 – A - 56 – C - 57 – C - 58 – B - 59 – E - 60 – D
61 – B - 62 – B - 63 – A - 64 – B - 65 – A - 66 – C - 67 – D - 68 – C - 69 – A - 70 – E
71 – B - 72 – D - 73 – B - 74 – C - 75 – E - 76 – C - 77 – E - 78 – C - 79 – A - 80 – B
 

016. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – HISTÓRIA
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – D - 22 – C - 23 – B - 24 – A - 25 – B - 26 – C - 27 – E - 28 – D - 29 – B - 30 – E
31 – C - 32 – E - 33 – C - 34 – A - 35 – B - 36 – E - 37 – C - 38 – A - 39 – E - 40 – D
41 – E - 42 – A - 43 – B - 44 – D - 45 – B - 46 – E - 47 – C - 48 – B - 49 – E - 50 – C
51 – D - 52 – C - 53 – D - 54 – A - 55 – A - 56 – C - 57 – E - 58 – D - 59 – B - 60 – A
61 – D - 62 – E - 63 – B - 64 – E - 65 – A - 66 – B - 67 – A - 68 – D - 69 – B - 70 – E
71 – A - 72 – E - 73 – C - 74 – A - 75 – C - 76 – D - 77 – C - 78 – B - 79 – A - 80 – D
 

017. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – INGLÊS
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – C - 22 – E - 23 – A - 24 – D - 25 – B - 26 – B - 27 – E - 28 – A - 29 – D - 30 – C
31 – E - 32 – B - 33 – D - 34 – C - 35 – A - 36 – D - 37 – A - 38 – E - 39 – B - 40 – C
41 – D - 42 – A - 43 – E - 44 – B - 45 – A - 46 – C - 47 – D - 48 – B - 49 – D - 50 – C
51 – A - 52 – E - 53 – B - 54 – D - 55 – C - 56 – E - 57 – A - 58 – B - 59 – E - 60 – A
61 – C - 62 – E - 63 – B - 64 – A - 65 – D - 66 – A - 67 – B - 68 – E - 69 – D - 70 – E
71 – B - 72 – C - 73 – A - 74 – E - 75 – C - 76 – D - 77 – B - 78 – A - 79 – D - 80 – E
 

018. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – ITALIANO
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – A - 22 – A - 23 – E - 24 – B - 25 – C - 26 – D - 27 – E - 28 – A - 29 – C - 30 – A
31 – C - 32 – E - 33 – A - 34 – A - 35 – D - 36 – D - 37 – B - 38 – D - 39 – E - 40 – D
41 – B - 42 – C - 43 – D - 44 – C - 45 – D - 46 – E - 47 – B - 48 – A - 49 – E - 50 – C
51 – B - 52 – D - 53 – C - 54 – B - 55 – A - 56 – B - 57 – C - 58 – A - 59 – D - 60 – E
61 – A - 62 – C - 63 – B - 64 – E - 65 – D - 66 – B - 67 – E - 68 – A - 69 – A - 70 – E
71 – D - 72 – C - 73 – D - 74 – B - 75 – B - 76 – E - 77 – D - 78 – B - 79 – C - 80 – A
 

019. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – JAPONÊS
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – A - 22 – B - 23 – C - 24 – E - 25 – D - 26 – C - 27 – A - 28 – B - 29 – C - 30 – D
31 – B - 32 – D - 33 – C - 34 – C - 35 – B - 36 – A - 37 – C - 38 – E - 39 – C - 40 – D
41 – C - 42 – A - 43 – B - 44 – E - 45 – E - 46 – B - 47 – A - 48 – E - 49 – A - 50 – C
51 – D - 52 – E - 53 – B - 54 – C - 55 – C - 56 – B - 57 – D - 58 – E - 59 – C - 60 – C
61 – C - 62 – D - 63 – A - 64 – A - 65 – C - 66 – E - 67 – B - 68 – D - 69 – E - 70 – C
71 – E - 72 – C - 73 – D - 74 – B - 75 – A - 76 – A - 77 – C - 78 – A - 79 – A - 80 – D
 

020. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – LÍNGUA PORTUGUESA
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – E - 22 – D - 23 – C - 24 – A - 25 – C - 26 – B - 27 – B - 28 – B - 29 – A - 30 – E
31 – E - 32 – A - 33 – A - 34 – D - 35 – E - 36 – D - 37 – C - 38 – A - 39 – D - 40 – B
41 – E - 42 – E - 43 – C - 44 – C - 45 – B - 46 – D - 47 – C - 48 – E - 49 – E - 50 – A
51 – D - 52 – C - 53 – A - 54 – E - 55 – B - 56 – C - 57 – E - 58 – A - 59 – B - 60 – D
61 – B - 62 – E - 63 – D - 64 – A - 65 – E - 66 – C - 67 – D - 68 – B - 69 – C - 70 – A
71 – C - 72 – B - 73 – E - 74 – A - 75 – D - 76 – C - 77 – B - 78 – D - 79 – A - 80 – E
 

021. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – MATEMÁTICA
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – C - 22 – D - 23 – E - 24 – C - 25 – B - 26 – A - 27 – B - 28 – D - 29 – C - 30 – A
31 – E - 32 – E - 33 – B - 34 – E - 35 – D - 36 – C - 37 – E - 38 – B - 39 – A - 40 – A
41 – C - 42 – B - 43 – A - 44 – E - 45 – A - 46 – B - 47 – D - 48 – C - 49 – E - 50 – D
51 – C - 52 – B - 53 – C - 54 – A - 55 – B - 56 – C - 57 – B - 58 – D - 59 – D - 60 – D
61 – B - 62 – A - 63 – A - 64 – D - 65 – D - 66 – E - 67 – E - 68 – B - 69 – C - 70 – D
71 – E - 72 – D - 73 – A - 74 – A - 75 – E - 76 – B - 77 – C - 78 – B - 79 – C - 80 – D
 

022. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – PSICOLOGIA
 

1 – D - 2 – E - 3 – A - 4 – D - 5 – C - 6 – A - 7 – B - 8 – C - 9 – B - 10 – E
11 – A - 12 – E - 13 – E - 14 – B - 15 – D - 16 – D - 17 – A - 18 – C - 19 – A - 20 – C
21 – D - 22 – E - 23 – A - 24 – C - 25 – E - 26 – B - 27 – A - 28 – C - 29 – B - 30 – C
31 – D - 32 – A - 33 – E - 34 – B - 35 – A - 36 – D - 37 – C - 38 – B - 39 – D - 40 – B
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023. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – QUÍMICA
 

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024. PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – SOCIOLOGIA
 

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quinta-feira, outubro 25, 2012

REVELAÇÃO - VALETE


REVELAÇÃO - VALETE
A minha mãe rezava todos os dias
Ia á missa todos os Domingos
Mas nós sempre vivemos mal, sempre passámos fome,
Do pouco que tinha,
Partilhava até com pessoas que precissavam menos do que ela
Morreu miserável e sem nada, parece que foi tudo em vão
Que mal fez a minha mãe a DEUS?
Toda a gente, CIVILIZAÇÃO!
Toda a gente tem de ouvir isto.
Toda a gente, CIVILIZAÇÃO!
Esta é a palavra dos teus filhos que tu nunca amparaste
aqueles que te amaram e tu abandonaste
aqueles que te chamaram e que tu desprezaste
aqueles que guerrearam quando tu recuaste
aqueles que acreditaram sem que tu te revelasses
aqueles que mendigaram e tu não alimentaste
aqueles que se esgotaram, tombaram, arrastaram-se
definharam, imploraram-te e tu não levantaste
que Mundo é esse que se alimenta da nossa amargura
e que se sustenta o seu progresso com a nossa penúria
será que não ouves as lágrimas afilhadas da sorte,
e os corações que batem resignados à espera da morte?

Eu sou o vosso Deus, sou o vosso criador
eu sou a vossa luz, pai, juiz, protector
eu nunca vos abandono eu estou sempre por perto
e através da fé, sentirão meu afecto
basta acreditar em mim e seguir os meus ensinamentos
que terão a salvação e acabará o tormento
fraquejarás se duvidares da minha existência
porque a chave da libertação reside na crença
Refrão
Mas onde é que estás?
quando o sofrimento nos aprisiona
quando até a Esperança diz que já não vale a pena
quando todo esse Mal se apodera dos homens alastra-se
e elimina, todo o Bem que nos abrigou
Onde é que tu estás?
quando a fome abate mais um crente
quando a felicidade passa a utopia dos dementes
quando a escuridão invade o nosso espaço assume-se
soberana sobre o Sol que nos criou

Eu vi-te nos versos que a beleza tornou poesia
na esperança que o sol trazia em cada novo dia
no cravo vermelho que resistia nas noites sombrias
no amor destes homens de bolsos e mãos vazias
eu vi-te na espada que ensanguentou Lúcifer
no futuro que florescia no ventre duma mulher
na causa dos justos que a ambição não destruiu
e no sorriso das crianças que a inocência pariu
mas perdi-te intensidade desta dor permanente
no estrondo das balas que levaram gente inocente
na frieza dos tiranos que a Democracia formou
na exploração dos fracos o Mundo legitimou

Eu não sou a única força transcendente deste Universo
o Diabo também existe, é o Senhor do Mundo Perverso
é ele que divide e atrai os homens ao pecado
tu tens que resistir o Diabo é obstinado
eu dei-vos livre arbítrio, liberdade total
cabe a cada um de vós decidir entre o Bem e o Mal
é a falta de Moral que traz desordem e desgraça
se viverem por mim o Mal deixará de ser ameaça

Refrão
Eu não percebo a tua existência e o teu poder
transcendente
do que vale saberes tudo se continuamos inconscientes
do que vale poderes tudo se nós vemos sofrimento
do que vale veres tudo se nunca te fazes presente
quando parece que te manifestas, escondes-te num
ápice
como te escondeste naquele nevoeiro que encobriu
Auschwitz
naus partiram com escravos e tu ficaste à varanda
camuflaste a mancha de sangue que inundou o Ruanda

Seria tudo assim bem fácil a culpares-me de tudo
mas são os homens a causa do descalabro do mundo
eu não posso interferir, apenas assisto e analiso
só no julgamento final é que eu corrijo e decido
lembra-te que a vida terrena é só uma passagem
e depois da morte ainda terás uma portagem
os pecadores serão punidos e arderão no Inferno
os bons serão felizes no Paraíso eterno
Não tem sentido...
Então porque é que não nascemos logo no Paraíso?
Tu fazes muitas críticas, acusações e perguntas
agora vou abrir o jogo, só para ver se tu aguentas
Deus só existe fantasiado na vossa mente
eu sou Diabo, o único ser superior existente
vocês são minha criação, feitos à minha semelhança
por isso é que o mundo é um palco de Malevolência
quando praticam o Bem é só um acto de desobediência
vossos instintos naturais são o ódio e a ganância
terão sempre a ditadura, a escravatura, a opressão
descriminação, censura, repressão
minha função foi criar-vos para autodestruírem-se
para fustigarem-se, invejarem-se, consumirem-se
para mergulharem na imperfeição, erro e pecado
enlamaçarem-se no Mal que eu tenho libertado
vou assistir, disperto e alegre ao vosso caos
inquieto
até este planeta se tornar na Terra-Mãe do inferno
Deus só existe fantasiado na vossa mente
Será em vão rezares por um sonho que não verás
e ambicionares por um Mundo que não terás
não esperes Justiça onde nunca houve Paz
não há salvação nas terras de Satanás (x2)

sexta-feira, outubro 19, 2012

segunda-feira, agosto 27, 2012

D'GRAND'STILO NOS BANG

DOMINGO, DIA 26/08/2012, UM DIA BEM PRODUTIVO EM RELAÇÃO AO NOSSO PROJETO DE ATUAÇÃO AQUI NA QUEBRADA, PILÕES, HELIÓPOLIS. PELA MANHÃ, FIZ UMA BOA CONVERSA COM O PARÇA GERSON SALVADOR QUE SEMPRE TEM UMA BOA IDEIA PARA PASSAR E COM CERTEZA IREMOS EXPANDIR OS NOSSOS HORIZONTES. VALEU MEU MANO TAMO JUNTO VIU!
DEPOIS DO ALMOÇO FOMOS NUMA REUNIÃO (CHURRASCO) COM A RAPA QUE ESTÁ REALIZANDO O FESTIVAL CULTURAL NA CASA DE CULTURAL CHICO SCIENCE, TRAZENDO DE NOVO À CENA A NOSSA ANTIGA CASA DE CULTURA AQUI NO IPIRANGA, FOI MUITO BOM, ALTAS IDEIAS E VARIAS AMPOLAS. INFELIZMENTE NÃO PUDEMOS FICAR BASTANTE TEMPO PARA VER O SORTEIO POIS TIVEMOS QUE SAIR VOADO PARA A FAVELA DE HELIÓPOLIS, PARA COLAR NO EVENTO DA AÇÃO SOCIAL PAQUISTÃO, JUNTAMENTE COM O PARÇA LIONE JAHLEHTO, QUE CEDEU UM ESPAÇO PARA O D'GRAND'STILO SE APRESENTAR NA PARADA. UMA FESTA MUITO LOUCA QUE CONTOU COM VÁRIAS PRESENÇAS, ENTRE ELAS O RAPPER BAD DO TRIBUNAL POPULAR E DO DEXTER QUE FOI A ATRAÇÃO PRINCIPAL FECHANDO O EVENTO.
FESTA DE FAVELA MUITO LOUCA, DISCIPLINA RESPEITO E ATITUDE. O RAP É FODA TEM QUE RESPEITO MESMO, OS MENINOS TRABALHANDO PELO CERTO É ISSO MESMO, A FAVELA AGRADECE, AI PODE DIZER O QUE FOR MAS O RAP É DA FAVELA E JÁ ERA.
COMO DISSE NO COMEÇO, DOMINGO PRODUTIVO E NÃO É POUCO A SEMANA ESTÁ SÓ COMEÇANDO!!

@FANTIMANUMILDE





 FANTI MANUMILDE 
D'GRAN'STILO


quarta-feira, junho 20, 2012

FALTA EDUCAÇÃO!

A FALTA DE EDUCAÇÃO, MAS EDUCAÇÃO DE VERDADE, TANTA NO ÂMBITO FAMILIAR COMO O ESCOLAR É O QUE LEVA UM POVO À FALÊNCIA DE HUMANIDADE, À FALTA DE DIGNIDADE, DE ESCRÚPULOS, DE SENSO DE COLETIVISMO, LEVA UM POVO À BANCARROTA. EXCLUINDO A GRANDE MAIORIA DA POPULAÇÃO DO PROCESSO SOCIAL, NO QUE DIZ RESPEITO NUMA CONSTRUÇÃO E INSERÇÃO À CIDADANIA, A CULTURA, À DEMOCRACIA E A LIBERDADE, ISSO QUANDO NÃO A ANIQUILAÇÃO DE GERAÇÕES E GERAÇÕES, CAINDO LITERALMENTE NA VALA DA INJUSTIÇA E DA IMPUNIDADE.
A FALTA DE EDUCAÇÃO É O QUE O SISTEMA PLANEJOU PARA TODOS NÓS, USANDO COMO MECANISMO AS ESCOLAS ATUAIS, DEFASADAS COM O TOTAL DESCASO GOVERNAMENTAL, QUE NÃO É POR ACASO, TUDO ISTO FAZ PARTE DO PROCESSO DE EMBRUTECIMENTO, DO ATRASO EDUCACIONAL. NOS INDUZINDO À SEMPRE REPRODUZIR O DISCURSO ELITISTA, FAZENDO EXATAMENTE O QUE DOMINADOR QUER. A FALTA DE EDUCAÇÃO, DE ENTIDADES EDUCACIONAIS DECENTES, DE ESTRUTURA PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO É UM CRIME DO QUE SE REFERE ÀS LEIS CRIADAS EM PROL DA HUMANIDADE, POIS FEREM AS NORMAS MAIS SIMPLES DE DIGNIDADE E HOMBRIDADE.
INFELIZMENTE ELES CRIARAM AS LEIS E FEZ COM QUE A POPULAÇÃO ACREDITASSE QUE ERA UMA COISA BOA, MAS COMO JÁ DISSE, É PARTE DE UM PROCESSO TOTALMENTE PLANEJADO PELOS DOMINADORES E QUE ESTÁ A VIGOR DESDE SEMPRE, POR ISSO TEMOS QUE NOS ORIENTAR E DEIXAR DE PAGAR PAU PARA ESSES BANDO DE COMÉDIAS QUE FICAM ARROTANDO MENTIRAS E REPRODUZINDO O DISCURSO DOS "ILUMINADOS", PARAR DE FICAR SE ESPELHANDO EM PSEUDO-ARTISTAS-TEMPORÁRIOS DE TV QUE NÃO ESTÃO NEM INTERESSADOS NAS PESSOAS QUE OS IDOLATRAM.
NA MINHA OPINIÃO A LUTA É PELA EDUCAÇÃO, UMA EDUCAÇÃO PARA TODOS. POR QUE COM A POPULAÇÃO EDUCADA MUITAS OUTRAS COISAS QUE REIVINDICAMOS HOJE EM DIA TALVEZ NEM ESTIVÉSSEMOS REIVINDICANDO.

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Cale a boca, povo do nordeste.


Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste! Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país? Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!
E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano. Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura… Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner… E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…

Ah! Nordestinos…
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?
Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.
Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!
Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!
Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!
Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render.
Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!

Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!

Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos.

José Barbosa Junior, na madrugada de 03 de novembro de 2010.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

TERRENOS INVASÕES E REINTEGRAÇÕES DE POSSE



Terrenos, invasões e reintegrações de posse.

Nos últimos dias tem sido uma constante nos noticiários diversas reintegrações de posse, no centro de São Paulo em 2012 já caminhamos pra terceira, jogando centenas de famílias literalmente no olho da rua, outro caso de grande repercussão foi a reintegração de posse da Comunidade do Pinheirinho em São José dos Campos, com requintes de crueldade e frieza praticados pela PM, patrocinados pelo Governo do Estado de São Paulo.
Enfim, aqui no bairro do Ipiranga, mais precisamente na Vila Carioca tem um terreno, vide fotos, que está pedindo pra ser invadido. Digo porquê!
Com tanta gente sem moradia o resultado só poderia ser esse mesmo! Não temos casa, não nos dão moradia, então vamos fazer por nós mesmos, seria um dever tomar para uso social tais locais, até mesmo para pressionar o Estado a fazer alguma coisa.
Aqui na Vila Carioca este terreno está vazio há um bom tempo, com as novas linhas do Metrô construídas alguns terrenos que foram expropriados e acabaram sobrando como este, por ser o dono legal o Metrô não manifestou até agora nenhuma atitude em relação ao terreno, que por sua vez se tornou um deposito de entulho e lugar para usuários de droga.
Algumas pessoas da comunidade Pilões tentou lançar um projeto de uma praça perante as autoridades e em nada resultou, deixando bem claro o descaso com os interesses da comunidade em proporcionar um lugar de lazer para os cidadãos da Pilões e de Heliópolis, que se for numerar aqui da mais de 200 mil moradores, que não tem um lugar adequado de lazer para crianças, idosos etc.
Depois que tomamos uma atitude necessária dizem que somos violentos e baderneiros, porém não vemos soluções a longo e nem a médio prazo, pois é hoje que vivemos. Se não pagamos nossas contas em dia, com certeza seremos penalizados, porque não penalizar o Estado quando ele falta com suas obrigações, não temos medo de seus cães amestrados, apenas zelamos por nossas vidas e de nossas crianças, queremos um tratamento digno, que se viabilize projetos sérios para a população, um projeto real, longe desse plano diretor nazista de limpeza étnica que o Estado proporciona a favor da burguesia, O POVO NÃO AGUENTA MAIS, salve Msti, Mstc, Comunidade do Moinho e Comunidade do Pinheirinho!!!!

@FANTIMANUMILDE



quinta-feira, fevereiro 02, 2012

http://soundcloud.com/dgrandstilo

http://soundcloud.com/dgrandstilo http://soundcloud.com/dgrandstilo














DO QUE VALE...


Do que vale esse progresso, se o nosso regresso é evidente?
Do que vale tanta riqueza na mão de um punhado de gente?
Do que vale tal globalização se fracassamos como seres humanos?
Do que vale uma democracia pença que na verdade está nos matando?
Do que vale ter internet pra viajar sem sair de casa?
Do que vale tantos amigos virtuais se a solidão é que te abraça?
Do que vale tantas descobertas, possíveis curas, medicamentos?
Se na fila do hospital o povo agoniza e morre ao relento.
Do que vale ter ido à lua, galáxias, achar em marte?
Se a fome ninguém sana e a intolerância está por toda parte.
Do que vale gritar gol quando o seu time é campeão?
Se no outro dia não vai pro trampo porque queimaram o busão.
Do que vale uma máscara de ferro e um coração de pedra?
Se todo mundo reza, chora, implora, quando o bicho pega.
Do que vale tanta imponência, tanto poder pra humilhar os outros?
Se a lei da natureza jamais se esquece em devolver o troco.
Do que vale governos que mentem, roubam e matam impunemente?
Do que vale políticos sem moral, sem caráter,sem respeito?
Do que vale um voto democrático pra eleger tais sujeitos?
Do que vale tanta mentira, enganação, tanta corrupção?
Do que vale tudo isso se o final certeiro é um caixão?

@FANTIMANUMILDE